terça-feira, 31 de janeiro de 2012

não acorde, mito!

























nem há por onde
olhar o dia nascer
e ele discordou
foi dolo

esmoreço

entre unhas carmim
e sua linha vermelha
amarrada ao calcanhar
direito

adoeço

sob os olhos cerrados
devoto-me à imagem
num frugal despojo
cálido amanhecer

desconheço

sentido semelhante
sobre retalhos azuis
loucura infante
que toma-me de assalto
e o mito dorme

recomeço.

Um comentário:

Larissa Marques disse...

Fabiano,
as imagens são belas, mas essa me chamou a atenção de maneira única.
a batizaria de Doríforo, pela semelhança, veja:
http://2.bp.blogspot.com/_33S2qB69XnY/TERpqX42HbI/AAAAAAAAAAs/fKuIy-6202U/s1600/43PlcDoriforo.jpg